Um ano de total dependência

Hoje, 7 de setembro de 2003 – um ano se passou. Eu que pensei que não fosse conseguir resistir a tanta dor, estou aqui lembrando desta mesma data um ano atrás, naquela bela tarde de sábado, onde nos conhecemos.

Hoje, sinto o peso da mágoa que trago em meu coração. Sei que o quanto me custou e custa não ter desistido de viver, mesmo que seja longe de você. Sei o quanto mudei nesses doze meses, quantas noites em claro escrevendo textos e textos na esperança de exorcizar tua presença em minha mente, para que eu pudesse finalmente deitar e dormir em paz. Sei o quanto foi difícil, naquela noite de Natal, ver cair por terra o único fio de esperança que eu mantinha de reatar nosso namoro, quando você me disse estar com alguém que estava lhe fazendo feliz.

Sigo em um processo lento e progressivo. Um dia após o outro, tentando me manter vivo. Tentando manter acessa a chama da esperança em amar novamente. Brigando contra essa apatia que estou vivendo, contra a fúria do tempo e da alma humana, para que essa chama não se apague. Continuo tentando buscar no meio da multidão alguém que consiga preencher o vazio que você deixou. Busca até agora, em vão.

Quero pedir licença ao compositor Leoni, para parafrasea-lo e adequar a letra de Os Outros“Já conheci muita gente / (…) procuro evitar comparações / entre flores e declarações / eu tento te esquecer / a minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre seu” .

No dia do grito da Independência do Brasil, eu lembro esses versos que fiz para a pessoa que criou em mim a total dependência e aproveito para dizer-lhe e gritar ao mundo se for preciso que, apesar de tudo – toda a nossa história conturbada e efêmera para alguns -, eu continuo TE AMANDO…

Lembro…

(Rafael Veloso)

 

Lembro a expectativa

de como você reagiria,

quando toquei em sua mão

pela primeira vez.

(…)

Lembro da sua respiração ofegante

(…)

Lembro dos planos que fizemos

Lembro ter prometido

que seriamos compreensivos

um com o outro.

(…)

Lembro da dependência

que você criou em mim,

no dia 7 de setembro.

 

Lembro do meu atraso de quase uma hora

Lembro de tudo isso e ao lembrar,

sinto como se você ainda estivesse ao meu lado.

(…)

Lembro de te ligar para desejar boa noite, (…)

(…)

Lembro de você sempre que passo

naquele shopping center,

na praça dos cinemas,

no estacionamento,

na orla,

nas músicas que ouvimos,

na rádio que você sintonizou,

nas mensagens de e-mail,

no caminho para a minha casa,

no seu antigo número de telefone

– que não sai da minha cabeça

(…)

Lembro de você nas primeiras horas do dia

e sempre no último suspiro ao adormecer.

Você está presente em minha rotina.

Você está em mim.

Eu agradeço a Deus por você existir e

ter entrado em minha vida,

mesmo que tenha sido como

um cometa.

Queria tanto estar ao seu lado nesse momento.

Tenho certeza de seriamos felizes juntos!

 

Lembro,

sempre lembrarei

e não quero te esquecer jamais.

 

Lembro de você “porque nunca na vida tive um amor verdadeiro.”

“Por estando ao teu lado eu enfrentaria o mundo inteiro”.

Eu só não consigo lembrar o que fizemos de errado?

Salvador, 16 de dezembro de 2002, 0h47min.

 

E porque todo o esse sofrimento é bobagem, ainda estou enfrentando mudanças desagradáveis no meu trabalho e o drama de ver meu avô em como no hospital. A vida esta me ensinando a ser forte a todo o custo. Até quando será que aguentarei?

Rafael Veloso

É editor do Site Rafael Veloso.com.br. Jornalista formado pelo Centro Universitário da Bahia – Estácio / FIB, em 2009. Tem experiência com produção de rádio e TV, passagem por veículos impressos e sites. Atua em assessoria de imprensa desde 2010.

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