O afã pelo furo de reportagem

Na busca desenfreada para dar um furo de reportagem, muitos jornalistas esquecem de um dos fundamentos básicos do jornalismo, “buscar provas que fundamentem as informações de interesse público”. Não são raros os exemplos de erros cometidos por profissionais da imprensa, muitos deles motivados pela falta de apuração ou por uma apuração inadequada.

Um exemplo clássico disso foi o caso da Escola Base de São Paulo, onde repórteres esqueceram a lição de ouvir, no mínimo, três fontes para as “várias versões” que um mesmo fato pode ter. No caso citado, um casal de educadores foi acusado de abusar sexualmente de um aluno. Isso baseado, somente no relato de uma criança. Uma informação desmentida posteriormente, mas como flecha lançada, palavras desferidas não volta atrás.

Resumo da ópera, o casal hoje processa os principais veículos de comunicação do país por falsas acusações. Eles perderam todo o patrimônio construído durante anos de trabalho e hoje sobrevivem da aposentadoria de ambos e do lucro de uma pequena copiadora.

Acabar careiras, destruir reputações e até matar. Esses são os riscos de uma informação mal apurada. É dever de todos os profissionais da imprensa desconfiar de suas fontes e buscar incessantemente ouvir outras versões da mesma história, a fim de buscar a tão almejada veracidade dos fatos relatados.

Rafael Veloso

É editor do Site Rafael Veloso.com.br. Jornalista formado pelo Centro Universitário da Bahia – Estácio / FIB, em 2009. Tem experiência com produção de rádio e TV, passagem por veículos impressos e sites. Atua em assessoria de imprensa desde 2010.

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