Flacidez do assoalho pélvico atinge cerca de 35% das mulheres

Com o avanço da idade, o cuidado com a saúde deve ser uma preocupação cada vez maior no universo feminino. Diversos são os problemas que podem afetar as mulheres, e alguns deles têm origem na flacidez que atinge o assoalho pélvico, elemento que sustenta os órgãos reprodutivos. Estes transtornos, no entanto, que antes resultavam em cirurgias altamente invasivas, com retirada de órgãos, hoje podem ser tratados com procedimentos simples e que devolvem a qualidade de vida às pacientes.

A flacidez do assoalho pélvico, de acordo com o ginecologista Jorge Valente, atinge cerca de 35% das mulheres e ocasiona, em casos mais graves, a descida de órgãos como o útero – deslocando-o para fora da vagina – e das paredes vaginais, ou mesmo a ruptura vaginal. “Estes quadros também provocam a descida da bexiga, gerando diversos problemas urinários. A mulher pode apresentar ainda problemas digestivos e sexuais, como a redução do prazer”, detalha Valente.

O especialista comenta que o tratamento destes casos, no passado, requeria a remoção do útero ou de grandes partes de tecidos vaginais, decretando muitas vezes o fim da vida sexual da paciente, e com alto índice de reincidência. “Hoje utilizamos telas que refazem os ligamentos de sustentação, reduzindo a reincidência de 60% para 10% e propiciando uma vida sexual normal”, explica. Além disso, a cirurgia para a colocação da tela é minimamente invasiva e pode ser realizada em regime de hospital dia, relata Valente.

Os fatores que contribuem para a flacidez do assoalho pélvico são tabagismo, menopausa e obesidade. A patologia atinge principalmente mulheres brancas e que tiveram partos normais. Outros aliados no tratamento são a fisioterapia e a reposição hormonal.

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