Prêmio Braskem de Teatro reconhece os melhores das artes cênicas na Bahia em 2015

A plateia acompanhou o último show do fictício grupo Nossa Banda do Mundo composta pelos atores Osvaldo Mil, Érico Brás e pelo cantor Pedro Pondé

Foto: Ag. BAPress
Foto: Ag. BAPress

Bululú e A máquina que dobra o nada foram os grandes vencedores nas categorias Espetáculo Adulto e Espetáculo Infantojuvenil, respectivamente, na 23ª edição do Prêmio Braskem de Teatro. A mais importante premiação das artes cênicas baiana aconteceu na noite dessa quarta-feira (13/04), no palco principal do Teatro Castro Alves, em Salvador, com patrocínio da Braskem e Governo do Estado, através do FazCultura, e realização da Caderno 2 Produções.

Meran Vargens foi a vencedora do troféu na categoria Direção por O Castelo da Torre, já Gil Vicente Tavares ganhou a estatueta pelo texto de Sade. Pela primeira vez no Prêmio Braskem de Teatro, dois atores dividem a premiação.Os troféus da categoria Ator foram para Danilo Cairo e João Guisande, por suas atuações na peça Bululú, e Márcia Andrade foi escolhida melhor Atriz por Nossa Cidade. Os vencedores das categorias de melhores espetáculos Adulto e Infantojuvenil receberam R$ 30 mil, enquanto os contemplados nas outras seis categorias receberam R$ 5 mil cada, além de troféus.

Foram avaliados 59 espetáculos adultos e infantojuvenis baianos considerados profissionais e inéditos, que estiveram em cartaz em Salvador no período de 1º de abril a 23 de dezembro de 2015. A indicação e a escolha dos vencedores desta 23ª edição foi feita pela comissão julgadora composta por Cristina Leifer, atriz, diretora teatral e produtora cultural; Eliana Pedroso, bailarina, gestora e curadora do Café-Teatro Rubi; Jorge Alencar, ator, dançarino, coreógrafo, realizador audiovisual, diretor teatral, educador, pesquisador e curador; Marcos Uzel, jornalista e escritor e Rose Lima, diretora Artística do Teatro Castro Alves.

O gerente de Relações Institucionais da Braskem na Bahia, Helio Tourinho, ressalta a importância da premiação não só para os artistas, bem como para todos os produtores e técnicos do teatro no estado. “É com muito orgulho que há 23 anos promovemos o Prêmio Braskem de Teatro, que não é só um reconhecimento ao brilhantismo e a dedicação da classe artística baiana, mas também um celeiro de novos talentos e um grande formador de plateia em nosso estado”, afirma Tourinho.

Um manifesto pela liberdade do artista e pelas causas que fazem sentindo ao mundo moderno. Esse foi o tema central da cerimônia de premiação, que teve pela terceira vez a direção artística de Elísio Lopes Jr. A plateia acompanhou o último show de uma fictícia banda que não teria mais razão de existir. A Nossa Banda do Mundo foi composta pelos atores Osvaldo Mil, Érico Brás e pelo cantor Pedro Pondé, além das backings-atrizes-bailarinas Adelena Rios, Ariane Souza e Camila Sarno. A trilha sonora do espetáculo foi executada ao vivo pelos músicos Jelber Oliveira, Cadinho, Waguinho e Eric Assmar. As entregas dos troféus de cada categoria foram relacionadas a questões atuais que são discutidas pela sociedade como retrocessos, a exemplo de racismo, homofobia, entorpecimento, violência, o desejo e a intolerância.

O evento homenageou personalidades que lutam pelos Direitos Humanos na Bahia como, Maria Rita Lopes Pontes, superintendente das Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID); o médico Antonio Nery Filho, criador do Centro de Estudos e Terapia de Abuso de Drogas (CETAD); o antropólogo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB); Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá e Vavá Botelho, idealizador do Balé Folclórico da Bahia. Outro homenageado da premiação foi Martim Gonçalves, primeiro diretor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que este ano completa 60 anos de fundação. Luís Alberto, irmão de Martim Gonçalves agradeceu a homenagem. “É a segunda emoção que tenho aqui, em Salvador. A primeira foi conhecer o teatro que leva o nome de meu irmão e a segunda é estar neste palco, recebendo esse reconhecimento ao trabalho de Martim Gonçalves”, afirmou.

A montagem escrita por Fabio Espírito Santo reuniu na equipe técnica nomes como: Elisa Mendes (diretora Assistente), Ricardo Fagundes, Sérgio Almeida (assistentes de Direção), Clarissa Torres (direção de Produção Artística), Zebrinha (Coreografia), Arismar Adoté Jr. (Assistente de coreografia), Lord Lu (Figurino), Dino Neto (Maquiagem), Claudia Salomão (Chefe de Palco), Zelito Souza (Roadie) e Micael Figueiredo (Estagiário de produção). A produção Executiva ficou à cargo de Erica Ribeiro, Edilene Alves, Tereza Saphira e Val Benvindo. Jarbas Bittencourt assinou a direção musical do espetáculo, que tem ainda a cenografia de Renata Mota, a produção de cenografia de Naiara Bonfim e os cenários virtuais do VJ Dexter. A iluminação é de João Batista.

CONFIRA OS GANHADORES DO 23º PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO:

 

ESPETÁCULO ADULTO:

  • Bululú.

ESPETÁCULO INFANTOJUVENIL

  • A Máquina que dobra o nada.

DIREÇÃO

  • Meran Vargens, por O Castelo da Torre.

 

ATOR

  • Danilo Cairo e João Guisande, por Bululú.

ATRIZ

  • Márcia Andrade, por Nossa Cidade.

TEXTO

  • Gil Vicente Tavares, por Sade.

REVELAÇÃO

  • Monica Santana, pela atuação e criação em Isto Não é Uma Mulata.

CATEGORIA ESPECIAL

  • Irma Vidal, pela iluminação de Efeito Werther.

Rafael Veloso

É editor do Site Rafael Veloso.com.br. Jornalista formado pelo Centro Universitário da Bahia – Estácio / FIB, em 2009. Tem experiência com produção de rádio e TV, passagem por veículos impressos e sites. Atua em assessoria de imprensa desde 2010.

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