ONU adia resolução que reconhece os direitos dos gays

Foi adiada para março de 2004, as discussões sobre a resolução apresentada pelo Brasil na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU). A resolução, que pede que todos os países garantam os direitos à vida, à liberdade e à segurança das pessoas, seja qual for sua orientação sexual, causou estranheza na CDH, que reúne 53 país, pelo fato de não ter partido de mãos de europeus e nem de americanos – que são considerados “avançados” no assunto de direitos de homossexuais. A resolução é fruto do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva. O adiamento foi motivado pela intolerância de países islâmicos como a Arábia Saudita, Irã, Malásia, Iêmem e Paquistão.

“Esta é uma comissão que não pode ter tabus”, declarou em Genebra, onde aconteceu durante seis semanas a 59ª sessão da CDH, o embaixador brasileiro na ONU, Luis Felipe Seixas Correa. O embaixador garante que a resolução será reapresentada em 2004. “Não vamos desistir. As reações que observamos nesta reunião mostrou que o tema é relevante e que deve ser considerado”, declarou Luis Felipe Correa a jornalistas que cobriam o evento. A resolução do Brasil tinha o apoio de 19 países, entre os quais o Canadá e os integrantes da União Europeia (UE). Entre 10% e 14% da população mundial é composta por homossexuais, segundo estudos da ONU.

Fonte: Agências Internacionais

Rafael Veloso

Jornalista formado pelo Centro Universitário Estácio da Bahia - Estácio FIB em 2009. É editor do site Rafael Veloso.com.br desde 2003. Atuou em produção de programas de TV e rádio, tem experiência com web jornalismo e há 11 anos trabalha com Assessoria de Comunicação Interna e Externa. E-mail: contato@rafaelveloso.com.br.