Primavera dos Museus movimenta mais de 680 espaços culturais do país

Organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a 15ª Primavera dos Museus movimenta mais de 680 espaços culturais do país. São mais de 1.700 atividades voltadas ao público inscritas em todo o Brasil. A programação começou nesta segunda-feira (dia 20) e segue até o próximo domingo (dia 26). Por conta do contexto de pandemia e da reabertura gradual dos museus, parte das ações será promovida nas redes sociais. As atividades presenciais serão realizadas seguindo protocolos de segurança contra a Covid-19.

Com o tema Museus: reencontros com um novo olhar, os espaços vinculados ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) convidam o público à reinvenção a partir da pandemia. O Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, irá promover a palestra virtual Pandemias, Endemias e Recomeços, com o professor e Doutor em História, Ricardo Batista, na terça-feira (dia 21), às 18h, no Instagram do MAB (@museudeartedabahia). Além das atividades virtuais, o público poderá conferir, no auditório do MAB, na sexta-feira (dia 24), às 16h, a apresentação musical de dois coros da Neojibá.

Primavera dos Museus movimenta mais de 680 espaços culturais do país - Foto: Divulgação
“Pandemias, Endemias e Recomeços” é a palestra virtual do doutor em História, Ricardo Batista, no Museu de Arte da Bahia. Foto: Divulgação

Está em cartaz também a exposição Revisitando Modos de Ver e de Entender a Arte, que proporciona ao público a oportunidade de conhecer, ou rever, as obras do acervo representantes dos diversos estilos artísticos através das diferentes linguagens: Alegoria da República, de Manoel Lopes Rodrigues; Alegoria da Paz, de Sebastiano Conca; Alegoria do Novo Mundo, de José da Cunha Couto; A Feira da Água de Meninos, de Mendonça Filho, além de cópias de famosas obras como A Balsa da Medusa e Davi com a Cabeça de Golias. A mostra desenvolve também a percepção do público sobre os conceitos de técnica, estilo e conteúdo, estabelecendo as diferenças entre o olhar e o ver. O Museu de Arte da Bahia fica aberto à visitação de terça a sábado, das 13h às 17h.

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) anuncia novos dias de visitação gratuita para o público baiano e turistas: terça a domingo, das 13h às 17h. Continua em cartaz até 10 de dezembro a exposição O museu de Dona Lina. Na quinta-feira (dia 23), o MAM-BA anuncia o lançamento da Visita Virtual da Exposição. Internautas de qualquer lugar do mundo vão poder conhecer a exposição que reúne obras do acervo do museu baiano e da Coleção de Arte Popular, do Centro Cultural Solar Ferrão, também da capital baiana. No dia 26 de setembro, o museu lança o projeto piloto do Domingo no MAM com um pocket show de Chorinho e atividades de Corpo e Pintura ao longo da tarde.

Nos dias 24 e 25 de setembro, das 10h às 19h, os jardins do Palacete das Artes receberão a 12ª Mostra de Orquídeas e Bonsai. No encontro, em parceria com o Círculo Baiano de Orquidofilia e Centro de Excelência em Bonsai, obedecendo a todos os protocolos de segurança de prevenção à Covid-19, serão realizadas oficinas gratuitas sobre cultivo de orquídeas e bonsai, apresentadas pelos mestres João Frigo e Sérgio Bittencourt, sempre às 11h e 16h. Os visitantes que cultivam orquídeas e outras plantas podem levá-las e compartilhar experiências sobre o cultivo.

Até o dia 16 de outubro, estão disponíveis ao público duas exposições. A mostra Sobreviver, que homenageia os artistas Mario Cravo Jr. e Reinaldo Eckenberger. As obras dispostas no primeiro pavimento do Palacete reúnem pinturas, gravuras, metal e esculturas, de pequenas e grandes dimensões, madeira e pedra sabão, do modernista baiano. No segundo pavimento estão aquarelas, desenhos, gravuras, peças em cerâmica e bonecos de pano, do artista contemporâneo argentino, radicado no Brasil. No casarão, as obras do artista plástico Sergio Amorim, Águas de Salvador e da Baía de Todos os Santos, passam por abordagens do cotidiano de Salvador em diálogo entre o mar e as raízes da cidade. A mostra aponta para um olhar sensível pelo cenário soteropolitano e suas relações com o recôncavo e com o sertão baiano.

“Pandemias, Endemias e Recomeços” é a palestra virtual do doutor em História, Ricardo Batista, no Museu de Arte da Bahia. Foto: Divulgação
Obras do artista Reinaldo Eckenberger na exposição “Sobreviver”, no Palacete das Artes, em Salvador. Foto: Divulgação

Primavera nos Museus paulistanos

O Museu da Imigração, em São Paulo, estreia a instalação Avoar, que recebeu a doação da produção de pássaros de cerâmica com mensagens positivas de ceramistas de todo Brasil e da América Latina. Na quarta-feira (dia 22), a Pinacoteca e o Museu de Arte Sacra de São Paulo promovem ação integrada dirigida para professores e vai abordar os contrastes e aproximações das coleções das duas instituições.

Em Tupã, interior de São Paulo, o Museu Índia Vanuíre programou a exibição de uma série de depoimentos sobre a pandemia e como a instituição indígena se reinventou durante o período. No interior e litoral, os museus do Café (Santos), Casa de Portinari (Brodowski) e Felícia Leirner (Campos do Jordão) também prepararam ações exclusivas para o evento.

Nesta terça-feira (dia 21), o Museu Republicano de Itu, localizado na cidade paulista de Itu, realiza uma live para apresentar o site educativo Almeida Junior no acervo do Museu Republicano, sobre o artista, que foi um dos pintores de maior prestígio do século 19, com grande destaque por suas obras regionalistas. A transmissão acontece a partir das 18h, no canal da instituição no YouTube.

Destinado a educadores que planejem visitar com seus estudantes as exposições em exibição no Museu Republicano de Itu, o site reúne textos sobre gêneros de pintura, material educativo, roteiro de visitas, jogos, indicações bibliográficas, fontes documentais disponíveis online e galeria de telas do artista com audiodescrição que estiveram – e estão – em exibição nas salas do museu.

Semana do Educador em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paula

Os Centros Culturais Banco do Brasil (CCBBs) de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paula realizam a Semana do Educador, promovendo três encontros virtuais. Na quarta-feira (dia 22), às 10h, Brasilidade Pós-modernismo – Arte Contemporânea Brasileira pós Semana de 1922, em cartaz no CCBB Rio de Janeiro. Às 15h, o Transversalidade on-line tem como tema Conhecimentos molhados, tramas de aprendizagem, pedagogias em público: imaginar é uma práxis. Mônica Hoff, artista, curadora e pesquisadora, aborda tramas de aprendizagem e pedagogias em público a partir de investigações e projetos desenvolvidos nos últimos anos no entrecruzamento (ou na mediação) das práticas artísticas, curatoriais e educativas nos quais trata de pensar outras formas de organização como modo de construir outras formas de aprendizagem e de mundo.

Na quinta-feira (dia 23), às 14h, o Processos compartilhados, on-line, terá o tema Produzir arte é produzir encontros. Nesta edição, as convidadas Ania Rodriguez, sócia-diretora e a Karen Ituarte, gerente de projetos da Arte A Produções, compartilharão o universo da produção de grandes exposições, tratando de temas invisíveis ao grande público. Será um encontro entre o artista e seu público, entre a expressão de um e o olhar do outro, entre experiências e sentimentos, entre o mercado e a história, entre o local e o universal.

No dia 24, às 14h, o Laboratório de Crítica também e traz como tema Os eternos recomeços dos museus. Neste dia, Cauê Alves, professor do Departamento de Artes da PUC-SP, irá discutir fragilidades e possibilidades da curadoria em museus no Brasil. A partir da problematização da relação entre continuidade e recomeço. A proposta é apresentar e debater algumas experiências curatoriais, suas limitações, ambições, relações com a tradição, aberturas para outros campos e para o porvir.

Sexta-feira (dia 23), às 10h, Leandro Erlich, em cartaz no CCBB Belo Horizonte, e no dia 24, às 10h, O Legado de Morandi, no CCBB São Paulo. Nessas atividades on-line, os participantes terão contato com as pesquisas, estratégias e metodologias utilizadas pelos educadores do programa em atividades de mediação cultural realizadas nas exposições em cartaz nos CCBBs.

Rafael Veloso

Jornalista formado pelo Centro Universitário Estácio da Bahia - Estácio FIB em 2009. É editor do site Rafael Veloso.com.br desde 2003. Atuou em produção de programas de TV e rádio, tem experiência com web jornalismo e há 11 anos trabalha com Assessoria de Comunicação Interna e Externa. E-mail: contato@rafaelveloso.com.br.