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Memória das Águas Foto Marcley Oliveira
Ateliê de Coreógrafos Baianos apresenta espetáculo Carybé em 3 Linhas

O universo do pintor argentino e radicado na Bahia Carybé (1911-1997) é a base para o espetáculo de dança Carybé em 3 Linhas, que o Ateliê de Coreógrafos Baianos estreia. O espetáculo se desdobra em três atos – Depois, o Tempo que não Existe, de Jorge Silva, que será apresentado nesta sexta-feira (dia 9), às 20h; Memória das Águas, de João Perene; e Xirê de Mulheres, de Edileuza Santos, que serão exibidos no sábado (dia 10), às 20h. Todos serão apresentados gratuitamente, e de forma virtual, no YouTube e Instagram do Ateliê de Coreógrafos Baianos.

Ainda no sexta-feira (9), acontece também o lançamento do catálogo Traços da Memória da Dança Contemporânea em Salvador – 2000 a 2010. A publicação que se propõe a registar os principais movimentos da dança contemporânea na cidade de Salvador neste período, preservar sua memória, e que tem como um dos principais objetivos preencher uma grande lacuna na bibliografia da linguagem da dança local. Ele foi elaborado também para servir como fonte de pesquisa e inspiração para as novas gerações.

A bailarina e gestora cultural Eliana Pedroso assina a concepção e a direção artística do Ateliê de Coreógrafos Baianos, projeto inspirado no Ateliê de Coreógrafos Brasileiros. A iniciativa, também promovida por Eliana, movimentou a cena da dança, contemplando coreógrafos de todas as partes do país e tornando referência na história da dança contemporânea brasileira, entre 2002 a 2006.

“O Ateliê de Coreógrafos Baianos é uma cria que se recria 15 anos depois. Inspirado no antigo Ateliê, surge para fomentar a produção na cena da dança local e provocar um registro de memória de uma década que terminou menos brilhante do que começou”, lembra Pedroso.

Para a criação do espetáculo Carybé em 3 Linhas, a diretora artística buscou três coreógrafos baianos com identidades coreográficas diversificadas, e os uni em um mesmo ponto de inspiração: o universo plástico de Carybé, onde o movimento está sempre presente e é muito inspirador para os artistas da dança”, lembra Pedroso.

Tempo, memória exirê

Para o coreógrafo João Perene, os quadros de Carybé – O sol, A tentação de Antônio, Samba e Na lagoa serviram de inspiração para a construção do roteiro coreográfico de sua obra. “Memória das Águas é uma ‘ode’ ao mestre Carybé, ao colorido, à alegria, ao misticismo e à sedução do povo baiano, que ele soube tão bem delinear em uma tela em branco”, revela Perene.

Já Jorge Silva se inspirou em uma escultura de Exu, orixá da comunicação e da liberdade, para criação e concepção do espetáculo Depois, o Tempo que não Existe. “A ideia central é, a partir da obra, trazer para a cena algumas particularidades dessa divindade, em uma leitura pessoal, através de arquétipos comuns de Exu, aliados à nossa vida terrena e dialogando diretamente com as nossas existências”, conta Silva.

Coreógrafa de Xirê de Mulheres, Edileuza Santos acredita que toda criação artística, desde a apresentação da estética e da narração, tem como finalidade construir um pensamento político. “Desenvolvi uma performance que tenta estabelecer um diálogo entre a obra de Carybé e a diáspora africana, e anunciar um futuro em que as mulheres tenham potencial para construir uma sociedade nova e diversa, embalada na ancestralidade negra dentro do universo dos orixás e em busca de um futuro menos conflitante”, detalha Edileuza.

Biografia
Foto: Fernando Vivas
Foto: Fernando Vivas

Hector Julio Paride Bernabó, ou simplesmente Carybé, chegou ao Brasil em 1949 e no início de 1950 se estabelece na capital baiana, onde vive até sua morte em 1997, aos 86 anos. Foi pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, muralista e jornalista. Durante os quase 50 anos em que viveu na Bahia, Carybé desenvolveu uma profunda relação com a cultura e com os artistas de Salvador. As manifestações culturais locais passaram a marcar sua obra. Ao lado de outros artistas, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas no Estado.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Serviço:

O quê: Lançamento do Catálogo “Traços da Memória da Dança Contemporânea em Salvador – 2000 a 2010”
Quando: sexta-feira (dia 9), às 20h
Onde: YouTube e Instagram (@ateliedecoreografosba)
Quanto: Gratuito

O quê: Ateliê de Coreógrafos Baianos – “Carybé em 3 linhas” – Ato I – Depois, um Tempo que não Existe, de Jorge Silva
Quando: sexta-feira (dia 9), às 20h
Onde: YouTube e Instagram (@ateliedecoreografosba)
Quanto: Gratuito

O quê: Ateliê de Coreógrafos Baianos – “Carybé em 3 linhas” – Ato II- Memória das Águas, de João Perene
Quando: sábado (dia 10), às 20h.
Onde: YouTube e Instagram (@ateliedecoreografosba)
Quanto: Gratuito

O quê: Ateliê de Coreógrafos Baianos – “Carybé em 3 linhas” – Ato III- Xirê de Mulheres, de Edileuza Santos
Quando: sábado (dia 10), às 20h.
Onde: YouTube e Instagram (@ateliedecoreografosba)
Quanto: Gratuito

Zumbi dos Palmares e Carybé no "Cinema, Capoeira e Samba" desta sexta (28)
Zumbi dos Palmares e Carybé no “Cinema, Capoeira e Samba” desta sexta (28)

Os documentários Ganga Zumba – Rei dos Palmares, de Carlos Mendes, e O Capeta Cariyé, de Agnaldo Siri serão exibidos no projeto Cinema, Capoeira e Samba, da Academia de João Pequeno de Pastinha, nesta sexta-feira (28), a partir das 19h, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador.

O filme de Mendes é baseado no livro Ganga Zumba, de João Felício dos Santos, e conta o sonho de liberdade de Zumbi dos Palmares, escravo que no século XVII se rebelou contra os colonizadores e tentou estabelecer uma comunidade para abrigar seus irmãos de cor, que ficou conhecida como o Quilombo dos Palmares.

Já o documentário de Siri se inspirou no livro O Capeta Carybé, de Jorge Amado, sobre o artista plástico Caribé (o argentino Hector Júlio Páride Bernabó), que fez de Salvador o seu lar e da Bahia fonte de inspiração para a sua produção artística de reconhecimento internacional.

O projeto Cinema, Capoeira e Samba acontece todas as últimas sextas-feiras de cada mês e exibe filmes e documentários em DVD sobre a capoeira e aspectos da história e da cultura baiana. Depois da projeção é realizada uma roda-de-samba tradicional com o Grupo Botequim, que co-realiza o evento.

MAM-BA reabre espaço Rubem Valentim no centenário do artista baiano
MAM-BA reabre espaço Rubem Valentim no centenário do artista baiano

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) reabre o Espaço Rubem Valentim no centenário de nascimento do artista baiano (1922-1991), em Salvador. A reinauguração do espaço ocorre com a abertura da exposição permanente das 20 esculturas e 10 relevos de Rubem Valentim no museu. A sala de cerca de 200 m² de área foi reformada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) – órgão ao qual o museu é ligado –, ambos da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

O Espaço, que fica na parte inferior do Mirante do MAM-BA, terá ainda vitrines com documentos originais do artista. O acesso é pelo gradil criado pelo artista Carybé, ainda na entrada do museu, no mesmo nível da Avenida Lafayete Coutinho. “A reinauguração desta sala traz para o museu mais uma exposição permanente e aberta à visitação gratuita do público. As peças expostas formam o conjunto Templo de Oxalá, doado pela esposa do artista, Lúcia Alencastro, em 1997, e considerado a mais emblemática realização da carreira de Valentim”, explica Pola Ribeiro, diretor do MAM-BA.

“O conjunto Templo de Oxalá, cujas obras são predominantemente brancas, representam o panteão dos orixás saudando Obàtálá – o ‘grande orixá’ criador dos humanos – e foi apresentado pela primeira vez, em 1977, na XIV Bienal Internacional de São Paulo, em uma sala especial dedicada a Valentim”, revela Daniel Rangel, curador do MAM-BA.

A reabertura do Espaço Rubem Valentim marca também o encerramento da programação do museu baiano em homenagem a Semana de Arte Moderna de 1922. No último mês de outubro o MAM-BA abriu outra mostra permanente do Museu de Arte Popular trazendo esse acervo definitivamente para seu local de origem, o Solar do Unhão.

Segundo Daniel Rangel, desde a reabertura oficial dos museus baianos na pandemia do Covid-19, ocorrida em agosto do ano passado (2021), o MAM-Bahia iniciou uma trilogia de exposições que tiveram proposta de resgatar pensamentos de Lina Bo Bardi (1914-1992), primeira diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia (1960-1964), além de autora e coordenadora da restauração do complexo arquitetônico do Solar do Unhão.

“Reabrimos o MAM com a mostra O Museu de Dona Lina, que durou de agosto de 2021 a fevereiro de 2022 e foi vista por 70 mil visitantes, depois Encruzilhada que ficou de abril a julho de 2022 e desde setembro estamos em cartaz com a exposição Utopias e Distopias, completando uma trilogia que além de se inspirar em Lina, comemora 100 Anos da Semana de Arte Moderna, que aconteceu entre 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, criando um marco definitivo nas artes e na cultura brasileira”, completa Rangel.

Trajetória artística

Rubem Valentim nasceu em Salvador em 1922, começou sua trajetória nos anos 1940 como pintor autodidata e participou dos movimentos de correntes modernas da arte baiana, ao lado de Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e Sante Scaldaferri, dentre outros. Desde os anos 1950, iniciou pesquisa relacionada às matrizes africanas, sobretudo sobre símbolos e ferramentas dos Orixás. Em 1966, participou do Festival Mundial de Artes Negras no Senegal. Tem uma escultura em concreto na Praça da Sé de São Paulo e o Templo de Oxalá foi um dos grandes destaques da 16ª Bienal Internacional de São Paulo (1977).

De acordo com o curador do MAM-BA, Daniel Rangel, Valentim explicita o sincretismo religioso brasileiro de maneira abstrata e geométrica, a partir de elementos simbólicos da cultura popular e da semiótica afro-brasileira do candomblé. “Valentim buscava uma conexão sagrada sempre complementada com a estética e, com isso, temos esse conjunto de obras excepcional e seminal na arte brasileira que ele nos deixou”, diz Rangel.

Serviço:

O quê: MAM-BA reabre Espaço Rubem Valentim com exposição permanente

Onde: Museu de Arte moderna da Bahia – MAM-BA (Av. Lafayete Coutinho, s/n, Comércio, Salvador – BA)

Quando: de terça a domingo, das 13h às 17h

Quanto: visitação gratuita

Mais informações: (71) 3117-6132 / 3117-6139 / educativo@ipac.ba.gov.br.

Abertas inscrições para quatro cursos gratuitos das Oficinas do MAM-BA
Abertas inscrições para quatro cursos gratuitos das Oficinas do MAM-BA

Estão abertas a partir desta terça-feira (dia 1º/06) as inscrições para os quatro cursos gratuitos das Oficinas do MAMBA. Oferecidos pelo Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), os cursos são voltados para artistas, estudantes de arte ou pessoas que desejam experimentar o fazer artístico contemporâneo. Serão abertas vagas para oficinas de Processos Criativos – Tridimensionalidade e performance, Processos Criativoso desenho como conceito, Processos Criativos em gravura e Processos Criativos em arte e tecnologia. As inscrições devem ser feitas pelo site www.oficinasdomam.com.br até o dia 22 de junho. Ao todo são 50 vagas por curso que serão preenchidas por ordem de inscrição. A programação das Oficinas do MAM-BA começa a partir de julho de 2021, com aulas em formato híbrido (on-line e presencial).

Os cursos serão ministrados por nomes como Vauluizo BezerraIêda OliveiraRenato FonsecaFrancisco Barretto. Artistas e pesquisadores, que possuem práticas singulares e reconhecidas pelo meio, foram convidados a ministrar os módulos trimestrais, com o intuito de compartilharem seus “processos criativos”. Os módulos das Oficinas do MAMBA serão trimestrais, e as temáticas abordadas irão dialogar diretamente com as exposições que estarão em cartaz no museu. Uma proposta curatorial educativa que colocará em conexão os distintos setores e atividades do MAM: as exposições, o acervo, a mediação, as oficinas, a sala de cinema, entre outros possíveis eventos que poderão ocorrer no local.

Localizado no Solar do Unhão, um sítio histórico do século XVII, às margens da Baía de Todos os Santos, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) é um grande difusor da arte nacional e internacional, além de ter um papel essencial na formação e qualificação de artistas, e na conservação das obras baianas e nordestinas.

O MAM-BA é um dos mais importantes espaços culturais voltados à arte contemporânea do Brasil. Possui um espaço técnico com serviços de conservação, restauro e museologia, oito salas de exposição, uma biblioteca e um teatro. Nas suas dependências podem ser encontradas pinturas, esculturas, fotografias e desenhos de artistas como Tarsila do Amaral, Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubem Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo e Sante Scaldaferri.

O Museu de Arte Moderna da Bahia é um equipamento vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). O projeto Oficinas do MAMBA conta com o patrocínio da SICOOB Seguradora e do BANCOOB, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura; o apoio do Instituto SICOOB, do MAM-BA, do IPAC, e do Governo da Bahia; e realização da Trevo Produções, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo e do Governo Federal.

Ruas de Salvador ganham mais quatro obras de arte do projeto MURAL
Ruas de Salvador ganham mais quatro obras de arte do projeto MURAL

Quem passar pelas ruas do bairro do Comércio, antigo centro financeiro de Salvador, vai poder conferir quatro novas obras de arte verticais do projeto MURAL (Movimento Urbano de Arte Livre). Os murais artísticos de grandes dimensões integram a segunda edição do projeto, que tem como tema Separado é Tudo Junto. O objetivo é, através da arte urbana, trazer leveza, reflexão e acolhimento principalmente neste momento de distanciamento social causado pelo pandemia da Covid-19. Foram selecionados para a missão de criar os novos murais de 26 a 35 metros de altura, inspirados nesta temática, os artistas Anderson Santos, Stella Bosini (La Mona), Oliver Dórea e o duo Dois Detalhes, formado por Tiago Ramsés e Ananda Santana.

Localizado no Edifício Frutosdias, no número 50 da avenida Estados Unidos, está o mural batizado de Abraço Ancestral, obra concebida pela dupla Dois Detalhes. Do outro lado da rua, a criação do artista Anderson Santos retrata a vontade reprimida neste momento de reunir a família toda em um banho de mar. A obra Banhistas está na fachada do Edifício Guarabira, número 82, da avenida Estados Unidos. Mais adiante, no Edifício Joaquim Barreto de Araújo, no número 528, da mesma avenida Estados Unidos, está o mural intitulado de A Chave. A obra de arte é de Oliver Dórea, que confessou ter o sonho de fazer algo tão grandioso, desde o início de sua trajetória. O quarto trabalho desta edição é proposto pela artista Stella Bosini e está instalado no Edifício Serra da Raíz, na Rua da Grécia, número 8 e leva o título de As Guardiãs.

As quatro novas obras de arte verticais se somam aos 10 murais realizados em 2016, na primeira edição do projeto MURAL. Além das intervenções artísticas do recente projeto RUA – Roteiro Urbano de Arte, dos painéis nos galpões da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e das belezas da diversidade de estilos arquitetônicos do bairro do Comércio, antigo centro financeiro de Salvador. Uma região portuária belíssima que foi palco do movimento muralista intenso ocorrido em Salvador na década de 1950 e 1960, por nomes como Carybé e Carlos Bastos, com obras que se encontram em perfeito estado até hoje em diversas edificações do bairro. Esta grande galeria de arte ao ar livre está à disposição da população, que também poderá conferir as obras dos artistas participantes do Projeto MURAL sem sair de casa, acessando o site www.projetomural.art.br e o Instagram do projeto.

O projeto MURAL é realização da Trevo Produções e tem curadoria do artista, professor e doutor em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Zé de Rocha e da jornalista e produtora cultural, Vanessa Vieira, também idealizadora do projeto. Nesta segunda edição, o projeto foi contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Bistrô Mirante Forte São Diogo - Foto Divulgação
Espaço gastronômico no Forte São Diogo volta a receber o público

O Bistrô Mirante Forte São Diogo, no Porto da Barra, em Salvador, reabre as portas nesta quarta-feira (21), às 14h. O espaço, que segue os protocolos de prevenção à Covid-19, é mais uma opção de turismo e lazer na capital baiana. Oportunidade para o público contemplar as belezas naturais do lugar, os atributos históricos do Forte, a vista panorâmica do pôr do sol e do mar da Baía de Todos-os-Santos, além de desfrutar do cardápio gastronômico do local.

Instalado no Forte São Diogo, o Bistrô irá funcionar de quarta a domingo, a partir das 14h. Fortificação secular, que remete à fundação da primeira capital do Brasil, o Forte São Diogo foi construído em 1536. Situado na base do Morro de Santo Antônio, o Forte está ao lado direito da praia do Porto da Barra, local onde anteriormente existiu o Castelo do Pereira. A edificação abriga ainda o Espaço Carybé das Artes, dedicado as obras do pintor argentino Carybé (1911-1997), radicado na Bahia.

Gastronomia

O Bistrô oferece um menu com petiscos como: buratas, pastéis, palitinhos, hambúrgueres e porções de mini acarajés e abarás. Um dos destaques, entretanto, é o Mirante do Sertão. O prato leva purê de aipim, camarão, banana da terra e queijo coalho. Destaque também para o dadinho de tapioca feito com leite de coco, coberto com geleia de pimenta artesanal. Tudo isso acompanhado de bebidas, que vão desde sucos e refrigerantes, a uma seleção de cervejas especiais, whisky e drinks a base de gin, rum, tequila, cachaça e vodka.

Para quem não resiste a um doce, o cardápio oferece ainda opções de sobremesa como o Cartola do Rominho, que traz requeijão e banana grelhados, cobertos com doce de leite e polvilhados com açúcar e canela; Fondue de Morango, que é uma torta Búlgara com geleia de frutas vermelhas; e o Sorvete de Coco Verde, que vem acompanhado de calda de gengibre.

Serviço:

O quê: Bistrô Mirante do Forte São Diogo

Onde: Forte São Diogo, Av. Sete de Setembro, Barra

Quando: de quarta a domingo, a partir das 14h

Quanto: não é cobrado entrada ou couvert artístico.

Quarta edição do Festival da Primavera ganha mais dias e locais em 2016

Na sua quarta edição, o Festival da Primavera edição 2016 vai celebrar a estação mais colorida do ano com mais dias, locais e atrações em Salvador. A programação completa foi divulgada nesta quinta-feira (1º), no Palácio Thomé de Souza, pelo prefeito ACM Neto, ao lado o secretário de Cultura e Turismo, Érico Mendonça; do presidente da Saltur, Isaac Edington; do presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro.

O evento gratuito este ano terá oito dias, sendo realizado de 21 a 30 deste mês. Além do Rio Vermelho, que foi palco das atrações durante os dois primeiros anos, entram na grade outros espaços, como o Centro Histórico, o Mercado Modelo, o Parque da Cidade e a Barra, além do canteiro central da avenida Centenário e a avenida Professor Magalhães Neto, no Costa Azul.

A programação conta com muita música, esporte, gastronomia, lazer, teatro, dança, circo, literatura, artesanato, bikes e feiras. Ao todo, serão mais de 36 horas de shows e mais de 100 atividades. Dentre os destaques estão as apresentações da cantora Maria Gadu e da banda Blitz, no Rio Vermelho, primeira edição do festival gastronômico Primavera Gourmet, supercompetição de skate no Parque da Cidade e encontro ciclístico. Presente em todas as edições, A Feira da Cidade trará o famoso mix artesanato-gastronomia-cultura na avenida Centenário.

O Festival da Primavera já faz parte do calendário de eventos da cidade e que surgiu com a ideia de celebrar a estação da flores na capital baiana.

Espaços culturais

O Festival da Primavera englobará ainda os espaços culturais da cidade, que prometem levar ainda mais cultura para a população. As ações acontecem na Casa do Rio Vermelho, Fortes Santa Maria (Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana) e São Diogo (Espaço Carybé das Artes), Espaço Cultural da Barroquinha, Teatro Gregório de Mattos e Casa do Benin, e são coordenados pela FGM e Secult. Serão realizados o projeto Personagens Vivos, Aula de Dança Afro, Made in Bahia – Slleyk da Bahia, Primavera Literária, Concerto AfroSinfônico, De Transs para a frente, recepção da Guarda Histórica e apresentação da Banda Militar, ambas da 6ª Região Militar.

Música – A parte musical do Festival da Primavera 2016 está bastante diversificada, tendo como destaque atrações locais. Na programação estão a guitarra elétrica de Fred Menendez com o Rixô Elétrico, Orquestra Sinfônica Arte Viva, a banda O Liberato (uma das vencedoras do Festival de Música Universitária de Salvador – Musa), os cantores Guga Meira e Katê, Oficinas de Frevos e Dobrados – Fred Dantas e Bonecões Mamulengos, Paroano Sai Milhó e o grupo Quabales, dentre outros. As atrações nacionais são a cantora Maria Gadu, um dos principais nomes da nova geração da MPB, e a irreverência da banda Blitz, que revive o clima oitentista com a irreverência de Evandro Mesquita.

Família – É claro que a programação também contempla atrações para toda a família. Além d’A Feira da Cidade, que completa dois anos em pleno Festival da Primavera, serão oferecidas aulas de yoga, Power Pneu, alongamento, futebol de bolha, oficinas de arte circense, contação de histórias, Salvador Food Park, 11º Encontro Cicloturístico e até mesmo Campeonato de Skate Amador. Toda a programação será disponibilizada no site e redes sociais da Prefeitura.

Programação completa do Festival da Primavera 2016

Quarta-feira (21)
10h às 12h – Aula de Dança Afro
Local: Casa do Benin
15h ás 17h – Personagens Vivos na Casa do Rio Vermelho
Local – Casa do Rio Vermelho
18h – Espetáculo “De Transs pra frente”
Local: Teatro Gregório de Matos
19h – Concerto da Orquestra AfroSinfônica
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
Preços Populares
 
Quinta feira – (22)  
 
9h às 12h –  Ensaio de “Os Insênicos”
Local: Casa do Benin
14h30 às 17h – Projeto Made in Bahia – Slleyk da Bahia
Local: Casa do Benin
16h – Festival Primavera Gourmet – Cozinha Show
Local: Praça Caramuru -Rio Vermelho
18h – Primavera Literária – Feira de Livros
Local: Teatro Gregório de Matos
19h às 21h – Aula de Capoeira – Associação Cultural Capoeira Gangara
Local: Casa do Benin
 
Apresentações musicais
 
18h – Fernando Ferraz
Local: Terreiro de Jesus _ Centro Histórico
19h – Rixo Elétrico
Local: Terreiro de Jesus _ Centro Histórico
 
 
Sexta feira- (23)
 
10 às 19h – Primavera Literária – Feira de Livros
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
10 às 12h – Segredos do Mercado – Visitas guiadas por Baianas
Local: Mercado Modelo
 
16h – Festival Primavera Gourmet – Cozinha Show
Local: Praça Caramuru -Rio Vermelho
18h – Primavera Literária – Feira de Livros
Local: Teatro Gregório de Matos
18h às 19h – Pôr do Sol no Mercado – happy hour com música ao vivo
Local: Mercado Modelo
 
19h – Poesia no Pelô com os coletivos Pé de Poesia e Poesia em Trânsito
Local: Pelas ruas, bares e restaurantes do Pelourinho
 
Apresentações Musicais
19h – Orquestra Arte Viva
Local: Terreiro de Jesus – Centro Histórico
 
 Sábado (24)
 
10 às 19h – Primavera Literária – Feira de Livros
Local: Espaço Cultural da Barroquinha
10h às 12h – Segredos do Mercado – Visitas guiadas por Baianas
Local: Mercado Modelo
 
11h as 20h – Feira da Cidade
Local: Canteiro Central da Avenida Centenário
18h – Primavera Literária – Feira de Livros
Local: Teatro Gregório de Matos
19h – Música nas Esquinas com a Orquestra de Berimbaus
Local: Pelas ruas, bares e restaurantes do Pelourinho